Newsletters


 Listagem:
  1. São Paulo, 16 de dezembro de 2014 - Mais um fim de expediente
  2. São Paulo, 14 de outubro de 2013 - O quão consciente estamos com o consumo consciente? (pdf)
  3. São Paulo, 14 de outubro de 2013 - O quão consciente estamos com o consumo consciente? (pdf)
  4. São Paulo, 20 de agosto de 2013 - Em meio ambiente devo ser eficiente ou eficaz? (pdf)
  5. São Paulo, 16 de julho de 2013 - Revolução no Império de "pão e circo" (pdf)
  6. São Paulo, 04 de junho de 2013 - O que evoluímos, o que conquistamos e o que aprendemos? (pdf)
  7. São Paulo, 06 de maio de 2013 - Novos reforços à sustentabilidade na cadeia da carne (pdf)
  8. São Paulo, 04 de abril de 2013 - E assim disse o homem, dê o que comer e as cobras virão! (pdf)
  9. São Paulo, 04 de março de 2013 - Home Office - Yahoo na contramão (pdf)
  10. São Paulo, 14 de fevereiro de 2013 - Novidades infelizes no caso da Estação Antártica Comandante Ferraz (pdf)
  11. São Paulo, 28 de janeiro de 2013 - Caso Santa Maria: alguns aspectos técnicos (pdf)
  12. São Paulo, 10 de janeiro de 2013 - ENERGIA domina o início do ano (pdf)
  13. São Paulo, 25 de dezembro de 2012 - Feliz 2013 (jpg)
  14. São Paulo, 11 de dezembro de 2012 - Multa equivalente a R$4 bilhões (pdf)
  15. São Paulo, 26 de novembro de 2012 - O retorno do consumismo (pdf)
  16. São Paulo, 13 de novembro de 2012 - Interrupção em grandes obras - virou normalidade (pdf)
  17. São Paulo, 01 de novembro de 2012 - Sandy - uma lição a aprender e compartilhar (pdf) 
  18. São Paulo, 23 de outubro de 2012 - Um ciclo vicioso das Mudanças Climáticas (pdf)
  19. São Paulo, 15 de outubro de 2012 - Ciberterrorismo - um novo capítulo da nação do medo? (pdf)
  20. São Paulo, 04 de outubro de 2012 - Riscos da energia elétrica no Brasil (pdf)
  21. São Paulo, 20 de setembro de 2012 - Crise com mobilizações populares - as duas faces da tecnologia (pdf)
  22. São Paulo, 13 de setembro de 2012 - Quando rumores, informações privilegiadas e análise de mercado se econtram no mesmo balde (pdf)
  23. São Paulo, 04 de setembro de 2012 - O poder do consumidor aumenta, mas ainda depende de conhecimento (pdf)
  24. São Paulo, 28 de agosto de 2012 - Refinaria PDVSA em Amuay - Venezuela, sinais ignorados? (pdf) 
  25. São Paulo, 21 de agosto de 2012 - Instituições financeiras também estão buscando a gestão de riscos socioambientais (pdf)
  26. São Paulo, 13 de agosto de 2012 - Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais (pdf) 
  27. São Paulo, 30 de julho de 2012 - As duas faces das revoluções (pdf)
  28. São Paulo, 18 de julho de 2012 - A maçã sendo devorada (pdf)
  29. São Paulo, 05 de julho de 2012 - A culpa é dos natural hazards ou da gestão? (pdf)
  30. São Paulo, 29 de junho de 2012 - Semana de destaque na extração de petróleo (pdf)
  31. São Paulo, 18 de junho de 2012 - Curtas omitidas nos últimos dias (pdf)
  32. São Paulo, 05 de junho de 2012 - A Tragédia dos comuns continua viva (pdf)
  33. São Paulo, 30 de maio de 2012 - Bancos espanhóis fazendo embaixadinhas com a Bolsa (pdf)
  34. São Paulo, 22 de maio de 2012 - Case da o PA-12: potencial crise às montadoras de veículos (pdf)
  35. São Paulo, 18 de maio de 2012 - House of lies: verdade ou mentira? (pdf)
  36. São Paulo, 07 de maio de 2012 - Comentários sobre o evento: Avaliação de Ciclo de Vida - ACV na Indústria (pdf)
  37. São Paulo, 04 de maio de 2012 - Campanha Cool Biz: economizando energia e reduzindo emissões de gases de efeito estufa (pdf)
  38. São Paulo, 27 de abril de 2012 - Walmart: acusações de corrupção que podem se desdobrar em milhões de perdas (pdf) 
  39. São Paulo, 19 de abril de 2012 - Risco país da Argentina nas alturas! (pdf)
  40. São Paulo, 11 de abril de 2012 - Crise em Jirau: evento novo, lição não aprendida ou falha na gestão de crises? (pdf)
  41. São Paulo, 03 de abril de 2012 - A Petrobrás também deveria pagar a conta no caso da Chevron? (pdf)
  42. São Paulo, 28 de março de 2012 - 2012, um bom ano para a gestão integrada de riscos ao meio ambiente no ciclo de vida (pdf)
  43. São Paulo, 21 de março de 2012 - Nova Norma Regulamentadora n°20 (NR-20), mais próxima da OIT 174 (pdf)
  44. São Paulo, 07 de março de 2012 - Nem sempre a lei de oferta x procura é válida (pdf)
  45. São Paulo, 28 de fevereiro de 2012 - Incêndio na Estação Antártica - revisado em 01/03/2012 (pdf)
  46. São Paulo, 22 de fevereiro de 2012 - Risco Produto & Recalls: do risco operacional ao estratégico (pdf)
  47. São Paulo, 16 de fevereiro de 2012 - Panamericano no Brasil e Olympus no Japão (pdf)
  48. São Paulo, 07 de fevereiro de 2012 - CNSEG - Workshop de Inovação e Oportunidades em Sustentabilidade da Indústria de Seguros (pdf)
  49. São Paulo, 03 de fevereiro de 2012 - MARFRIG - aspectos da comunicação de crises de um típico acidente de segurança de processo (pdf)
  50. São Paulo, 30 de janeiro de 2012 - Nuvem pesada continua sobre JIRAU! (pdf)
  51. São Paulo, 27 de janeiro de 2012 - Risco Estratégico, Político ou Financeiro? (pdf)
  52. São Paulo, 23 de janeiro de 2012 - World Economic Forum's Global Risk 2012 (pdf)
  53. São Paulo, 18 de janeiro de 2012 - Naufrágio do Concordia - Erro humano (pdf)
  54. São Paulo, 16 de janeiro de 2012 - Naufrágio do Concordia - Despreparo em caso de uma emergência? (pdf)
  55. São Paulo, 08 de janeiro de 2012 - Stephen W. Hawking e a Sustentabilidade (pdf)
  56. São Paulo, 22 de dezembro de 2011 - Boas festas e um próspero 2012 (pdf)
  57. São Paulo, 14 de dezembro de 2011 - E o caso CHEVRON continua ! (pdf)
  58. São Paulo, 08 de dezembro de 2011 - Nem bem passou o caso Chevron e uma nova ameaça no mar surge na pauta (pdf)
  59. São Paulo, 25 de novembro de 2011 - Caso Chevron e BP. A face financeira? (pdf)
  60. São Paulo, 10 de novembro de 2011 - Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho – PNSST (pdf)
  61. São Paulo, 04 de novembro de 2011 - PAS 200 - Crisis Management. Guiddance and Good Practice - incorporando as crises latentes. (pdf)
  62. São Paulo, 11 de outubro de 2011 - Cultura e ações ao invés de selos e certificações (pdf)
  63. São Paulo, 21 de setembro de 2011 - Antigos lixões, vulnerabilidades ou oportunidades? (pdf)
  64. São Paulo, 09 de setembro de 2011 - Ecoeficiência não é um simples programa ambiental (pdf)
  65. São Paulo, 31 de agosto de 2011 - Novos riscos aos trabalhadores de obras civis (pdf)
  66. São Paulo, 25 de agosto de 2011 - Uma abordagem de ciclo de vida na gestão do capital humano (pdf)
  67. São Paulo, 18 de agosto de 2011 - Fornecedores: oportunidade e ameças (pdf)
  68. São Paulo, 08 de agosto de 2011 - Quanto nos custa um risco percebido diferente do risco real? (pdf)
  69. São Paulo, 01 de agosto de 2011 - Seria a Societal Security uma novidade? (pdf)
  70. São Paulo, 25 de julho de 2011 - Fortalecimento da gestão de ciclo de vida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (pdf)


Slide1













São Paulo, 16 de dezembro de 2014
Mais um fim de expediente

Por Alexandre Yokote

Que ano! Copa, eleições.

Um inesquecível 7x1, uma acirrada disputa eleitoral.

Petrobrás PN e ON abaixo ds R$10,00 e onde estão os optantes do FGTS?

Energia? E lá se foi a MP.

Água? .........

PNRS? estou sentado esperando.

Éh... mudanças climáticas fazendo o estrago. O sertão vai virar mar e mar vai virar sertão. A cidade da garoa é só terra seca e fuligem. Água de poço contaminada pelo esquecimento da PNRS. De novo o ciclo vicioso, o paradoxo do desenvolvimentismo se reforça.

Que este ano passe, mas não seja esquecido, precisamos ainda apreender com os erros.

Que 2015 tenha mais luz sobre nós e um solo mais fértil de idéias e vontade de mudar. Quero mais transparência e justiça, obediência à Governança Corporativa e respeito à humanidade.

Precisamos nos unir com ética e inclusão, compartilhando conhecimentos e verdades, lutando por um mundo melhor, sem armas (aqui incluo até as metáforas econômicas).

Celebre 2015 como o Ano Internacional da Luz e Tecnologias baseadas em luz, bem como o Ano Internacional dos Solos.

IYL                       IYS

 

 






São Paulo, 21 de janeiro de 2014
Riscos: ano novo, mas sem vida nova

Por Alexandre Yokote

Estamos em 2014, o ano da Copa no Brasil.

No mundo da gestão de riscos, parece que o ano ainda não mudou, tudo na mesma, uma grande recorrência.

Há 12 meses falávamos da fatalidade de um incêndio na boate Kiss e dos problemas nas fiscalizações, há pouco mais de 1 mês e meio tivemos outro incêndio, mas agora no Memorial da América Latina. Riscos existem e os erros de gestão se mantêm.

Na economia a taxa de juros volta a subir ao patamar de 2012. Desemprego e incerteza no crescimento.

Na esfera geopolítica a Síria continua em pauta, o Irã tentando negociar o programa nuclear, a Coréia do Norte fechada, e assim vamos. Mas agora temos a Ucrânia no meio de um resquício da Guerra Fria.

Em saúde e segurança os velhos problemas se mantêm na área de construção e novos embargos em obras da Copa por falha na gestão de SST.

Obras de infraestrutura? Sim continuam, mas esse é o problema, pois queríamos que estas já tivessem finalizadas.

Energia, hummm. Está quente e os reservatórios caindo. E toca as térmicas. Fechamos 2013 com um fator de emissão de Gases de Efeito Estufa para energia elétrica pior que em 2012 que já era péssimo para os gestores de mudanças climáticas.

6 Meses após os movimentos sociais nas ruas, dizem que o ressentimento está migrando para os centros de compras da elite de classe A e B. Estamos vivendo nestes dias a questão dos rolezinhos. Seria um problema de inocência dos líderes e oportunismo dos criminosos? Eu espero que sim, mas esses líderes de movimento deveriam encarar que não é o momento para intensificar a mobilização pois os oportunistas estão gerando grande temos e um risco percebido maior está sendo criado.

E os grandes compradores de risco? Não tiveram grandes perdas se comparado aos anos dos furacões e terremotos, mas os eventos climáticos extremos continuam e agora a cada dia mais de valoriza as coberturas de tumulto e mais caras ficam.

Será que cabe a pergunta, já pensou durante a Copa? Diárias de hotel e passagens caras, maior consumo de energia, tensão em alta, trânsito, entradas caríssimas para os jogos. Quantos incidentes ocorrerão em hotéis, restaurantes, casas noturnas, estádios, aeroportos, shoppings, transportes públicos... Incêndios, furtos, roubos, atrasos, tumultos, atos de violência, acidentes de trajeto e no ambiente de trabalho ocorrerão. Quantos novos estabelecimentos estarão operando sem alvará ou adequada fiscalização?

Se as omissões e negligências para com os riscos continuarem, será um problema maior daqui a 6 meses, pois a exposição irá aumentar em diversos aspectos.

A exposição da imagem, pessoas, dinheiros e outros não vai mudar, mas vamos juntos em cooperação prevenir os riscos. Comece economizando energia, evitando mobilizações sociais (independente de movimento apartidário ou não, pelo menos espere aproximar as eleições), cuide da saúde física e mental, tenha um ambiente de trabalho limpo e saudável, faça sua parte e exija do governo que façam a deles também.



São Paulo, 14 de outubro de 2013
O quão consciente estamos com o consumo consciente?

Por Alexandre Yokote

Vou falar de amanhã dia 15 de outubro, mas independentemente do dia em que você ler este artigo, pense no ontem, hoje e amanhã. Dia 15 não é apenas o tradicional dias dos professores, mas também é o dia do Consumo Consciente, se bem que vamos dissertar sobre o papel dos educadores (os professores das escolas e os professores da vida) no nosso poder de decisão e influência nas atividades de consumo pelo bem estar.

Conforme o Ministério do Meio Ambiente (MMA) em 2009, o dia 15 de outubro foi instituído como Dia do Consumo Consciente para despertar a consciência do público para os problemas sociais, econômicos, ambientais e políticos causados pelos padrões de produção e consumo excessivo.

O consumo consciente depende de alguns fatores, mas destacamos o conhecimento sobre os aspectos sociais e ambientais, capacidade financeira de consumo, valoração dos aspectos diferenciados e vontade.

Somos bombardeados por novos produtos como parte de uma ação de obsolescências planejada e percebida. Compramos sem saber o porquê e sem ter a real necessidade. Por mais que as rotulagens ambientais e declarações ambientais, inclusive as normas ISO da série 14020, não sejam coisas novas, há uma grande falta de transparência e prestação de contas à sociedade sobre os aspectos ambientais e sociais associados aos produtos. De um lado até por causa da falta dos conhecimentos técnicos, principalmente aqueles associados à origem das matérias primas, ou seja, a falta de informação declarada ainda não é algo 100% intencional, mas por outro lado, na verdade em paralelo, temos o próprio problema dos consumidores em ter o conhecimento técnico para interpretar as informações declaradas. Portanto há ainda uma necessidade em conscientizar, educar e capacitar tanto consumidores, quanto produtores.

Produtores estão se movendo em função de concorrência, busca de oportunidades e pela própria ameaça de consumidores ao ter os seus produtos desqualificados pelos novos critérios. A ameaça cresce na medida em que nós consumidores aprendemos mais sobre o nosso bem estar e nos mobilizamos frente ao mercado. Mas a questão problemática sempre é definir e predizer “o que é bem estar?”, inicialmente temos que ter em mente que não é sinônimo de consumo, bem estar é ter uma qualidade de vida adequada que por sua vez é dinâmica. É estar em harmonia com sociedade e o planeta, mas não é satisfazer vontades. De qualquer forma, você precisa desenvolver sua própria definição de qualidade de vida e bem estar, mas lembre-se sempre do termo “desenvolvimento sustentável” no atendimento de suas necessidades.

Na questão dos produtos verdes, ainda temos alguns setores em que as alternativas melhores ambientalmente são mais custosas, mas outros já são similares nas prateleiras. Quando começarmos a entender os custos indiretos, principalmente à nossa saúde e à do planeta, veremos que vale a pena o investimento na compra sustentável. Por experiência própria vivenciada, para parte significativa da sociedade, quando crianças as novas gerações estão sendo educadas na sustentabilidade, mas na adolescência parece que isso perde valor, aos 20 quando há escassez de dinheiro isso desaparece e só volta quando entramos num patamar econômico de independência.

Isso ainda poderia ser explicado pela pirâmide de Maslow!

Vale lembrar que hoje cada vez mais se expande e reforça-se a cobrança pela gestão de uma cadeia de suprimentos sustentável, mas é importante que os avaliadores entendam a realidade de cada região e não exijam mudanças abruptas. Para se ter uma idéia, para o DJSI, valora-se muito no pilar ambiental que as empresas busquem uma matriz energética mais verde, apesar de muitos países como o Brasil já terem uma matriz relativamente melhor e portanto a curva de melhoria é menor que de outros países com matriz mais sujas. Desde meados de 2012 estamos sofrendo com a queda da geração hidrelétrica e a compra no mercado livre está “inflacionada”. Mas sim isso não é desculpa, as empresas precisam reduzir sua dependência ao Sistema Interligado Nacional (SIN), entender que a compra de energia limpa e a microgeração e minigeração distribuída são investimentos com bom potencial de ganho. Outro ponto destacado ambiental é a valoração dada ao consumo de papel de origem com branqueamento totalmente sem cloro (TCF), uma realidade padrão para Europa, mas longe da realidade nacional e dos EUA, e ainda não há um consenso sobre a melhor alternativa para o meio ambiente entre TCF e ECF.

Sem enrolar mais, lembre que consumo consciente não é apenas para um dia, incorpore na vida.

Nós estamos fazendo um pouco. Optamos por ter apenas computadores portáteis e com discos sólidos ou híbridos. Temos áreas comuns e de trabalho iluminadas com LED e aproveitamento de ventilação natural. Diretriz de redução de impressão e uso de papel com pegada de carbono compensada, incentivo a teleconferência e priorização de equipamentos aderentes a RoHS. Usamos acessórios ergonômicos em trabalho, mas principalmente ajudamos a lecionar e difundir sustentabilidade no mercado, aos clientes e nas Universidades.  
 



São Paulo, 20 de agosto de 2013
Em meio ambiente devo ser eficiente ou eficaz?

Por Alexandre Yokote

Há poucos dias enquanto lecionava numa aula de graduação da Farmácia Bioquímica numa grande Universidade Pública, especificamente numa aula introdutória sobre qualidade ambiental, algo feito já há 8 anos, vejo que mesmo com todo o trabalho cultural na sociedade, RIO+20, Dona Marina Silva, selos verdes e outras iniciativas e figuras ambientais, ainda vejo a Geração Y como uma grande oportunidade de melhoria na conscientização ambiental.

Ano após ano, concluo que o parâmetro ambiental ainda é muito negligenciado frente ao parâmetro “custo”. Talvez seja uma fase da vida, onde uma grande parte é consumista de imagem e outra conta moedas para poder atender suas necessidades. Culturalmente há mudanças de geração após geração, dos babies boomers, passando pelo X e agora o Y, mas o entendimento da qualidade ambiental ainda necessita de um bom trabalho a passos largos, a diferença é que cada vez mais o embasamento científico se sobressai aos desejos celestiais, meio que acompanhando a própria evolução da visão matemática sobre riscos. Agora matematicamente começamos a ver as limitações do planeta e as possibilidades de catástrofes, mas ainda na tomada de decisão parece que seguimos algo como a Pirâmide de Maslow.

A solução? Ainda não dá para fugir da sensibilização para com o planeta e medidas de comando e controle. Mas e essa sensibilização? É falar do mico leão? Não, a sensibilização precisa ser iniciada com o entendimento de que nós somos parte do Sistema Meio Ambiente, lembrando que o mais importante em sistemas não são seus elementos e sim a interação entre os elementos.

Depois que entendemos nosso papel no planeta precisamos falar em poder de escolha, e assim entra a importância em se definir o que é qualidade. “Não sei o que é, mas sei quando vejo”, não é um ditado longe da realidade, pois realmente é difícil definir qualidade de uma forma entendível, bem como e mais importante, a qualidade é diferente de indivíduo para indivíduos, pois está relacionada ao que valorizamos.

Uma das bases técnicas da qualidade é “atender necessidades das partes interessadas”, portanto qualidade ambiental é atender necessidades para com o meio ambiente e correlacionando, podemos interpretar como atender as necessidades com um mínimo de danos ao planeta de modo que não caíamos novamente no Paradoxo do Desenvolvimentismo, onde buscávamos qualidade de vida por meio de um padrão de desenvolvimentismo que em consequência denigria a qualidade de vida. Opa!! Mas o que é qualidade de vida? É consumir, é ter saúde, é ter uma local seguro, uma paisagem monumental, .... Em sustentabilidade, no mínimo a igualdade de acesso ao consumo, cultura e saúde para nós e às futuras gerações.

Captado um pouco do contexto de qualidade, devemos entrar no entendimento sobre EFICIÊNCIA e EFICÁCIA. Em processos, bens e serviços: eficiência é uma relação entre o consumo de recursos e a entrega de produto planejado, enquanto que eficácia é um nível de atendimento ao planejado.

Em gestão ambiental buscamos consumir menos recursos e gerar menos rejeitos, ou seja, ser eficientes. Eficácia normalmente se prendia aos tratamentos de poluentes para atender limites legais. Mas hoje, além do tradicional conceito de ECOEFICIÊNCIA “gerar mais valor com menos impacto ambiental”, temos a nova ECOEFICÁCIA que é baseada em metas de consumo zero de recursos naturais e geração zero de rejeitos. Trata-se de uma evolução, visto que apenas ser ecoeficiente é limitado, já que desejamos prosperar e outros também, e dessa forma o consumo de recursos e geração de rejeitos em valores absolutos só tende a aumentar.

Mas como chegar nas metas ZERO? A ecoeficácia prega a sinergia (Ecologia industrial) entre as unidades de produção, consumo e o planeta, correlacionando os ciclos de produção e consumo com os ciclos naturais. O rejeito de um é a matéria prima de outro e vice-versa. “Gerar valor sem impacto ambiental”

 



São Paulo, 16 de julho de 2013
Revolução no Império de "pão e circo"

Por Alexandre Yokote

Há pouco mais de 1 mês comentávamos sobre a memória curta e da aparente doutrina do “pão e circo”. Fatos marcantes com a mobilização social das últimas semanas se assemelharam à revolta social romana, mostrando que pão e circo já não satisfazem as necessidades do povo brasileiro. Um salto na pirâmide de Maslow ou uma bolha que estourou?

Compilando outros pontos que já comentamos antes, a velocidades das comunicações e a amplitude das redes sociais foi um grande diferencial para o crescimento da mobilização, pois permitiu uma aproximação de milhares ao longo de toda a nação. A crise se instaurou ameaçando o evento teste (Copa das Confederações) e o Governo aparentemente não fez uso dos mesmos recursos tecnológicos para gerir a questão crítica, sua imagem segue abalada, conforme mostra os resultados de queda de popularidades dos atuais governos Federal e Municipal.

Até então as mobilizações urbanas consideradas eram as greves, hoje com os eventos consecutivos, temos caracterizado um novo risco a gerir. Não se trata apenas de um evento pontual com objetivo claro, como foram as Diretas Já e os Caras Pintadas, agora estamos vivenciando mobilizações que puxam em cadeia uma série de insatisfações públicas de diversas classes. Infelizmente agora temos precedente, qualquer nova insatisfação gera novo protesto, passeata, ... Bom pelo lado que acordamos e temos noção de nosso poder, porém é ruim pelo lado que isso pode nunca terminar, pois não há mundo perfeito.

As empresas começam a sofrer perdas com essas mobilizações consecutivas, principalmente pelas interrupções na logística.

Enquanto o Governo, na verdade a classe Política, precisa rever seu preparo para a resiliência, as empresas devem valorizar mais seus procedimentos alternativos para manutenção das operações em caso de uma interrupção ou ruptura operacional. É por isso que a Gestão de Crises deve estar integrada com a de Continuidade de Negócios, a de Resposta às Emergências e Incidentes.

 



 

Copyright © , YK Risk Consultoria em Gestão Empresarial Ltda.
Telefones: (11) 4620-1080
Email: contato@ykrisk.com.br

  Site Map